terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Sábios e Ignorantes


Um presidente de academia de letras, (não vou nomear) fazia belos discursos e produzia textos de qualidade inquestionável.
Restritamente, se classificava como purista, exaltava a sabedoria e execrava os ignorantes (na sua opinião), até sua mais remota descendência.
Durante uma reunião da referida academia, no meio de um de seus belos discursos não conseguiu, no meio de uma das sua frases, dissimular este preconceito intelectual.
Um dos membros do baixo clero da academia soltou uma frase em voz baixa que só pode ser ouvida pelos companheiros mais próximos.
 " A impaciência com a ignorância é o cúmulo da ignorância". 

                                                           
                                                                  João Drummond



quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

1808 – Um livro Polemico



O livro “1808” de Laurentino Gomes traz uma temática, em principio pouco interessante ao leigo, por tratar da historia do Brasil colônia e sua relação com Portugal na época de sua colonização.
Familiarizamo-nos com estes temas desde os tempos de criança, quando a historia oficial, com sua linguagem formal e acadêmica, aplicava sobre os fatos e eventos seu vôo panorâmico, nos relatando uma realidade distante e completamente dissociada no momento atual.
A grande novidade do livro é sua linguagem jornalística clara e acessível, que torna o enredo interessante e de fácil leitura e compreensão. Laurentino Gomes, vai muito alem da visão geral da historia, mergulhando em seus meandros e trazendo detalhes que podem (como o são realmente), serem questionados, pelas dificuldades de sua comprovação.
A riqueza de detalhes e a preocupação do autor com dados estatísticos formam um quadro bastante sensato e crível, que liga o nosso passado como nação, ao presente, nos levando a uma compreensão razoável do momento em que vivemos.
Pode não agradar aos pesquisadores da historia e acadêmicos, mas atinge em cheio ao gosto e interesse do grande público, traduzido na sua alta aceitação e vendagem.
As criticas de que o livro tem interesse midiático e foi alavancado nas vendas pelas técnicas de marketing, em minha opinião, não procedem. O livro vende porque agrada ao público e nenhum especialista em historia pode contestar isto, e impor suas verdades acadêmicas, numa tentativa ridícula de tutela intelectual da opinião publica.
Outra critica que emerge dos porões da ditadura intelectual é de que o autor teria inventado muitos dos fatos relatados na obra, por não haver registro deles em nenhum outro livro sério de historia do Brasil.
Ora pois que a história não é constituída de fatos concretos, absolutos, imutáveis, estando ela na categoria de ciências humanas e não da ciência exatas. A Historia só pode percebida e relatada sobre o prisma do observador, quando os fatos e eventos interagem com seu universo de conhecimentos e valores e é analisada sobre o crivo de sua consciência.
Tanto isto verdade que a historia é constantemente revista, sob novos ângulos e parâmetros, quando pensadores e cientistas políticos mais ousados, e menos tradicionalistas lançam sobre ela novas alternativas que melhor explicam o quebra cabeça do passado.
A Historia ganha então novas dimensões e o papel de seus protagonistas se altera no contexto geral, trazendo para o presente uma linha mais lógica e factível no universo de nossa compreensão.
Entendemos melhor porque o Brasil, nossa sociedade e nossa política são o que são nos dias atuais.
Os personagens que foram registrados pela Historia oficial como figuras sobre-humanas, estereotipadas, recuperam sua condição de simples mortais em eventos muitas vezes banais, no entanto, superdimensionados pelos anais da historia oficial.
De outro lado, fatos que passaram despercebidos e ao qual se deu pouca importância, explicam de maneira clara o modelo atual da nossa sociedade e suas instituições.
De forma nenhuma se pode atribuir ao autor a critica de que sua obra trata Portugal e o Brasil colônia de forma degradante e difamatória, ao trazer para o nível da realidade humana fatos e personagens que foram retratados oficialmente de forma caricata e estereotipada.
Estas são impressões de um leitor, que lançando sobre a obra sua visão relativa não carrega sobre ela nenhum interesse de cunho pessoal ou financeiro se reservando, como é de direito de qualquer cidadão expor, sem tendência, sua mais sincera opinião.
Acho que é um livro que compensa ser lido, não apenas como peça histórica, mas como obra política e social, que nos torna mais aptos a intervir como cidadãos em nossa realidade presente.

                                                                       João Drummond



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

E se o Cruzeiro perdesse para o Criciúma?

Toda esta celeuma a respeito do jogo Cruzeiro e Criciúma, principalmente por parte da crônica desportiva do Rio e São Paulo, merece algumas considerações mais ponderadas de um carioca radicado em Minas. Se o juiz Wilson Pereira Sampaio cometeu seus erros, deve ser chamado às falas pela comissão de arbitragem, exatamente como ocorre em outras situações parecidas. O Juiz como qualquer ser humano está sujeito a erros, devido a fatores como: pressão das torcidas, visão restrita do lance e frações de segundos para tomar uma decisão. Ele não tem como nós, o público e a crônica desportiva o beneplácito do replay e da câmara lenta. Daí a afirmar que o Criciúma venceria o jogo não fosse estes erros é fazer exercício de futurologia. Pode ser que ganhasse, pode ser que empatasse ou mesmo que perdesse. Tudo dependeria do correr do jogo e das modificações táticas e técnicas promovidas pelos técnicos. A se considerar o histórico e desempenho dos dois times no campeonato é muito mais provável que o Cruzeiro, apagão a parte, ganhasse, como de fato ganhou a partida. Se o juiz errou nada tem o Cruzeiro como isto, só resta ao Criciúma chorar suas pitangas, exatamente como ocorreu em outras oportunidades, quando os erros foram contra o Cruzeiro. A cruzada da crônica desportiva do eixo neste caso em especial, nada tem a ver com solidariedade ao Criciúma, mas deixa uma clara intenção de desmerecer e desqualificar uma mais que provável conquista do titulo de 2013 pelo Cruzeiro. O Cruzeiro está nesta situação confortável em função de uma campanha que supera de qualquer forma de dos outros clubes. Por outro lado, diante do fracasso dos times do Rio e São Paulo nesta edição do Brasileirão, só restou á crônica do eixo este papel de cavar fundo para justificar este fracasso diminuindo os méritos dos outros e atribuindo a erros de arbitragem esta conquista iminente. Seria interessante se, se fizesse uma pesquisa ao longo dos anos e uma reportagem sobre os erros de arbitragem e de como elas influenciaram os resultados de jogos e de campeonatos. Dali se veria que os mais beneficiados foram exatamente os times do eixo Rio/São Paulo, que agora sua crônica desportiva tenta esconder, diante do seu fracasso, com analises irracionais e apaixonadas, em fragrante agressão ao exercício jornalístico sério. A verdade é que o sucesso do futebol mineiro na Libertadores e no campeonato nacional incomoda bastante os interesses financeiros do futebol paulista e carioca que afinal é quem paga o salário dos locutores, cronista e comentaristas. Mas não adianta, este ano vão ter que nos engolir João Drummond

domingo, 21 de julho de 2013

Nossa Medicina Não Cura... Só Remedia e Lucra

Segundo a lenda urbana, um velho médico manteve um paciente por anos a fio, prisioneiro de uma doença simples, conquanto dolorosa. Apenas aliviava a dor, sem se empenhar pela cura.
Quando seu filho, (ainda ingênuo) formado em medicina na melhor universidade do País, assumiu o consultório do pai que já cumpria horário reduzido, se deparou com o tal cliente, e com apenas uma consulta, conseguiu proporciona-lhe a cura. Ao indagar ao pai sobre como ele manteve um paciente por tantos anos preso a uma doença vagabunda, ouviu do pai a advertência:
― Respeite mais aquela doença, meu filho, foi ela que financiou seus estudos.
Na Grécia antiga e na Idade Media muitos homens, sábios, ousados, à frente do seu tempo foram condenados a penas de maior ou menor gravidade, porque professaram idéias que iam contra a ciência e a medicina tradicional.
Passado tanto tempo o pensamento autoritário e retrógado encontra guarida nos CRMs e nos CORENs, que sob os tacões da Indústria Farmacêutica promovem, em pleno século XXI tribunais de exceção, e abrem dos sarcófagos medievais, métodos e filosofias da Santa Inquisição, em julgamentos desumanos e implacáveis contra aqueles que ameaçam suas verdades absolutas e seus lucros.
Assim é que o renomado médico Dr. Luiz Moura, defensor da técnica da Auto Hemoterapia se tornou num destes mártires modernos queimado em praça publica, pelos Conselhos de medicina, sob o argumento singelo e nada cientifico de que Auto Hemoterapia não faz nenhum sentido. A técnica foi também proibida por conselhos de farmacêuticos com os mesmos argumentos, sem que nenhum caso de insucesso fosse apresentado.
A Auto Hemoterapia apresenta por outro lado, desde a primeira guerra mundial, milhares de casos bem sucedidos de sua aplicação, e pareceres de médicos sem preconceitos que avalizam sua pratica.
O único risco que Auto Hemoterapia apresenta é contra o lucro dos médicos e da Indústria Farmacêutica.
A própria reportagem da rede Globo que aqueceu esta celeuma, veio recheada de casos bem sucedidos de aplicação da técnica a partir da medicina desportiva e afrontando a inteligência do espectador, num festival de preconceitos, termina a mesma em estranha e suspeita condenação a técnica, que poderia ser a solução da saúde pública de qualquer país que a adotasse.
A medicina tradicional fragmentou o Homem. Dividiu-o em peças e compartimentos em sua varias especializações, de tal forma que não mais reconhece o ser humano integral. E do alto de sua arrogância e de seus pífios resultados, aponta seu dedo inquisitório para as terapias alternativas, que muitas vezes vêm salvar o paciente que ela desenganou.
Ela se crê detentora dos poderes sobre a vida e a morte, e se uma técnica alternativa lhe prova o contrario trata logo de colocá-la proscrita, para que sua autoridade prevaleça e seus lucros não sejam afetados.
Enfim são interesses econômicos e financeiros prevalecendo sobre as demandas autenticas e urgentes da humanidade, diante da Nova Ordem Mundial.
Vivemos uma guerra silenciosa do poder econômico contra uma humanidade que sofre em novos campos de concentração e de extermínio, quando lhe é negada os mais básicos e sagrados direitos de saúde e de vida.

                                        

                                                                   João Drummond



segunda-feira, 15 de julho de 2013

EXPERIÊNCIA ELEMENTAR DE CONEXÃO COM O DIVINO

Uma noite as pessoas viram Rabia procurando algo na rua, em frente de sua cabana e lhe perguntaram: O que você está buscando?”E ela disse: "Eu perdi a minha agulha".
Assim, eles também começaram a procurar.
Então alguém perguntou: - Rabia, você não nos contar exatamente onde ela caiu?
Rabia disse: - A agulha caiu dentro da minha casa".
Eles disseram: - Você enlouqueceu? Se a agulha caiu dentro da sua casa, por que você a está procurando aqui?"E ela disse: "Porque dentro da casa não há luz nenhuma".
Extraído do livro "Sufis - O Povo do Caminho" de Osho
Costumo às vezes, ouvir que a evolução da consciência não dá saltos. Acredito!Mas chega um tempo, um tempo de inquietação, que faz do peito brotar, um sentimento de estranhamento. Nosso olhar que antes via o desenrolar cotidiano e previsível das coisas e das relações, de repente para, vê e se dá conta.
Para onde vamos? Qual é a nossa missão nesta vida? O que procuramos e onde?
Chega um tempo em que responder a estas perguntas fundamentais, é uma ordem!
Em contato com o Despertar Espiritual vivenciamos crises, desafios, aberturas e uma possibilidade real de nos alinharmos com a nossa Missão. Integrar esta experiência, no entanto, não é um desafio fácil. Muitas vezes e para muitas pessoas depois de uma experiência de abertura espiritual onde se ouve e se prova a energia divina em si, vive-se a “noite escura da alma” e esta energia aparentemente se perde.
Para quem ouviu e viu, sentir-se de novo cego e desorientado é uma experiência de crise e dificuldades. Na tentativa de reencontrar o caminho da conexão, ansiosos passamos a buscar, como Rábia, a agulha perdida dentro de casa, do lado de fora. Partimos em busca de situações, lugares, pessoas, amigos, almas gêmeas e até mesmo caminhos espirituais que por mais iluminados que sejam, podem não nos corresponder, na tentativa de reativar em nós a Chama Divina que um dia mostrou seu brilho.
Assim é para muitos, assim foi comigo.
Até que um dia, me dei conta de um sentimento que penetrou em minha mente duvidosa e que por mais que duvidasse mostrou-se firme e profundo: Poderia o Grande Mistério, Deus abandonar assim seus filhos que ansiosos O Buscam? Não! Não poderiam! Então sou eu que o busco fora e por mais que tente encontrá-lo, por mais ansiedade e desespero que esta busca me cause, não O encontrava.
Mas se ele está dentro, onde se esconde? E isto sempre foi para mim uma profunda angustia, pois não havia pistas de Deus em mim. E esta era a razão de buscá-lO fora.
Então a segunda indagação me atravessou: Quais são as pistas de uma atuação de Deus em mim? Existirão estas pistas?
Foi então que me deparei com a Experiência Elementar, que me deu um dos maiores insights de minha vida. E para explicá-la, o que não é fácil, valho-me da metáfora de uma planta. Uma planta nasce com um propósito divino de ser planta, tal qual é. Não importa se é uma linda e perfumada rosa, ou se é uma erva daninha. Uma planta é uma planta, e tentará ser o que é, mesmo nas mais desfavoráveis situações. Lutará bravamente para ser o que é e nisto está seu propósito existencial e a expressão do divino em si. Se não houver condições favoráveis de crescimento, crescerá fraca e distorcida, mas a força divina estará lá presente e latente impulsionando-a na direção de si mesmo.
O mesmo ocorre conosco.
No entanto, acostumados a pensar nas nossas distorções, deixamos de perceber o Impulso Divino, e passamos a nos perceber como egos. Apesar de nossas afirmações positivas, de nossa bandeira New Age de que somos Luz, no fundo acreditamos que Deus não está em nossa humanidade, em nosso cotidiano, em nossa expressão e em nossa sombra. Não! Não acreditamos na possibilidade real de Deus bem à nossa frente, bem aqui e agora no nosso mundo comum.
Não está Deus também na expressão primeira da natureza? E qual é a nossa natureza? Qual seria o nosso DNA Divino? Não haverá em nós também uma Força Divina nos impulsionando numa direção, que nós sem saber resistimos e distorcemos?
Se há esta Força direcionadora de nosso movimento existencial, e é o que a Experiência Elementar afirma, então trata-se de reconhecê-la, pois ela é nosso Impulso Divino, a centelha que tanto buscamos, a faísca divina que pode acender nosso interior e iluminar nossa casa por dentro.
No entanto, somos acostumados a olhar para fora, e quando olhamos para dentro, somos também acostumados a perceber, até mesmo pela visão de muitos trabalhos de autoconhecimento, a distorção e não a Força impulsionadora por trás dela.
Fixamo-nos no ego e nas suas distorções e acabamos nos tornando exímios doutores na ciência do ego. Sabemos como atuamos, conhecemos nossas distorções, como fazemos para encontrar a tal agulha fora de casa, como os outros agem fora de casa, quem dá mais volta, quem mais se afasta da casa. Adquirimos profundos e até “sábios ensinamentos” de nosso comportamento fora da casa. Tornamo-nos especialistas em desconexão e nos vangloriamos disto! Acabamos por acreditar que em teoria somos Luz, mas na prática de nosso cotidiano, nada temos de Luz. Somos a expressão do Demiurgo e não de Deus. E então não acreditamos que haja pistas, que haja Luz, manifestando na nossa casa.
E é isto que a Experiência Elementar nos possibilita. Perceber esta luz, mesmo que pequena de nós mesmo, perceber o que de fato somos e o que de fato nos corresponde. Aquilo que de fato nos corresponde é Deus em nós. Um Deus que já existe, não como uma suposta centelha teórica, mas como uma exigência profunda de sermos aquilo que somos, uma força que nos impulsiona numa direção – A realização de nosso EU SOU.
Por trás de nossa distorção egóica, não importa, que tipo de ego se manifeste em nós, há esta força Divina impulsionando nosso movimento na vida. Não é o ego que nos movimenta, ele não tem força para isto, pois um menor não é capaz de mover o todo de nossa vida. O ego é apenas distorção do movimento da vida, não é o movimento. Não somos uma forma egóica em expressão, somos uma Força, uma potencialidade Divina em movimento, que por resistência se distorce em ego.
É diferente a perspectiva. Se acreditamos que somos um Ego, Deus precisa ainda ser alcançado, está longe, ainda não se manifestou. Mas se acreditamos que somos a Força Divina atuando de forma distorcida, nosso olhar se volta para a força, para percebê-la, pois ela tem identidade, manifesta-se concretamente, faz exigências fundamentais. Então esta Força Divina deixa de ser teoria e se torna experiência, experiência elementar que eu reconheço e manifesto como um Si Mesmo.
E então encontro a Luz dentro de minha própria casa.
Ahow!
Denise Cabelos Trançados



domingo, 14 de julho de 2013

Desenhos impressionantes feitos em 3D

Fonte - Yahoo

Por Bruna Schiavo | Para curtir – qui, 11 de jul de 2013

Apesar do artista Ramon Bruin ter licenciatura em outra área, sua habilidade é fazer desenhos em 3D que impressionam. O artista holandês cria suas obras apenas com lápis comum.
Como ele mesmo diz, o foto-realismo é apenas mais uma de suas habilidades para colocar em seu currículo. E bota habilidade nisso! Confira!















domingo, 16 de junho de 2013

Mentes Transmissoras e Receptoras


Seria possível se transmitir pensamentos entre pessoas à distancia? Alguns estudos e pesquisas apontam nesta direção, mas do ponto de vista da ciência não se pode ser absolutamente afirmativo.
A ciência exige, para consolidação de suas teses, a experimentação sobre controle, de forma repetitiva, de tal modo que seus resultados possam ser comprovados, de maneira inequívoca e segura, nas mesmas condições de tempo/espaço.
Os experimentos neste sentido foram e continuam sendo feitos em muitas Universidades e centros de pesquisa ao redor do mundo.
Estes testes consideram sua repetição e a porcentagem de acertos, de tal forma que a partir de determinados resultados se possam estabelecer, pelas leis das probabilidades, respostas que superem a condição de simples acaso.
Neste aspecto o fenômeno da telepatia, não conseguiu sair, apesar das inúmeras tentativas, da condição de tese, ou teoria para a de lei reconhecida e aceita pela ciência.
A telepatia se encontra ainda naquela condição que foi descrita por Shakespeare, como que: “há mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia”.
Todo o dia nos deparamos com fenômenos cuja explicação não encontra guarida na solidez do pensamento cientifico, e a partir deste ponto a imaginação tenta suprir as lacunas da nossa razão com farto material que os arquivos da historia nos dispõem.
A física quântica é a ciência que mais se aproxima do reconhecimento tácito sobre os poderes da mente e dos recursos desconhecidos da consciência, campo este mais afeto aos esotéricos, gurus e médiuns.
Estudando a propagação de ondas no espaço, sabemos que as ondas eletromagnéticas se formam e se irradiam a partir da superposição de dois campos em movimento oscilatório: o campo elétrico e o campo magnético.
Por analogia poderíamos supor, (apenas supor), que a transmissão de pensamento por si não seja possível, a exemplo do campo elétrico puro.
Mas se agregarmos sentimento a este pensamento, teríamos então um campo similar ao magnético, capaz de se sobrepor ao campo de pensamento, criando uma onda oscilatória de natureza diversa das duas primeiras, com a faculdade de se irradiar a distancia, atingindo desta forma outro córtex (receptor) oscilando na mesma faixa de freqüência. Que nome teria esta onda? Talvez pudéssemos chamá-la de onda pensa-sentimento ou senso-pensamento.
Os mentores motivacionais atribuem ao pensamento emocionalizado, uma condição sine qua non para as grandes mudanças e conquistas em nossas vidas, porque segundo eles esta condição é a única capaz de romper com nossas armaduras de crenças consolidadas que nos mantém aprisionados em zonas de conforto, e ao mesmo também colocar em ação a suposta conspiração universal.
Atribui-se a estes pensamentos também todos os dissabores e desgraças que nos atingem, quando inadvertidamente acionamos energias negativas desconhecidas e sem controle.
A irradiação de ondas de pensa-sentimentos explicaria também, muitos fenômenos do cotidiano, como os pressentimentos bons e maus, as mudanças de humores, as idéias luminosas etc.
Este fenômeno também daria um pé de apoio para uma contra tese, à eficácia do vodu, da bruxaria, da macumba e da magia negra.
Consideradas no rol das crendices e mitos populares estes rituais tribais e primitivos, são levados a serio por boa parte de nossa opinião publica. A idéia de se conquistar o amor de alguém ou matar um desafeto via magia negra, não prevalece por si.
Mas se as duas pessoas em questão estivessem ligadas por algum laço afetivo, (negativo ou positivo) uma poderia funcionar como transmissora e outra de receptora de ondas de pensa-sentimentos, numa ação de influencia e obsessão.
O bruxo, apenas teria o trabalho de dar foco e intensidade a onda irradiada pelo contratante em direção ao seu alvo. Muitos destes chamados trabalhos de bruxaria, na verdade não ocorreram como um ritual de magia negra, mas foram irradiados de forma espontânea e inconsciente pelo transmissor ao colocar no ar ondas de pensamento emocionalizadas, que encontram à distancia um receptor na mesma faixa de freqüência. Se o suposto alvo estiver em outra, aquela transmissão não o atinge.
Como conclusão desta analise precisamos considerar que temos em mãos um poderoso instrumento para nos levar ao sucesso ou ao fracasso, e cuja natureza real desconhecemos.
Não conseguimos, muitas vezes, dimensionar o poder do nosso cérebro, e nem programá-lo adequadamente para nos auxiliar em nossos objetivos. Seria sábio relaxarmos esta engrenagem complexa e poderosa vez por outra e ouvir atentamente o sussurrar de suas entranhas.

                                                            João Drummond



sábado, 8 de junho de 2013

Perolas do Enen - Edição 2013



"O Brasil não teve mulheres presidentes mas sim várias primeiras-damas foram do sexo feminino".
(Ou seja: alguns ex-presidentes casaram-se com travestis.)

"Vasilhas de luz refratória podem ser levadas ao forno de microondas sem queimar".
(Alguém poderia traduzir?!)

"O bem star dos abtantes da nossa cidade muito endepende do governo federal capixaba".
(Vende-se máquina de escrever faltando algumas letras.)

"Animais vegetarianos comem animais não-vegetarianos".
(Esse aí deve comer capim.)

"Não cei se o presidente está melhorando as insdiferenças sociais ou promovendo o sarneamento dos pobres. Me pré-ocupa o avanço regresssivo da violência Urbana".
("Sarneamento” deve ser o conjunto de medidas adotadas por Sarney no Maranhão. Quer dizer, eu “axo”, mas não me “pré-ocupo” muito.)

"A História se divide em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje".
(Esqueceu a História em Quadrinhos.)

"Os índios sacrificavam os filhos que naciam mortos matando todos assim que naciam".
(Mas e se OS índios não matassem OS mortos????)

"Bigamia era uma espécie de carroça dos gladiadores, puchada por dois cavalos".
(Ou era uma "biga" macho que tinha duas "bigas" fêmeas, puxada por um burro?!)

"No começo Vila Velha era muito atrazada mas com o tempo foi se sifilizando".
(Deve ter sido no tempo em que lá chegaram as primeiras prostitutas.)

"Os pagãos não gostavam quando Deus pregava suas dotrinas e tiveram a idéia de eliminá-lo da face do céu".
(Como será que eles pretendiam fazer isso?!)

"A principal função da raiz é se enterrar no chão".
(E a "principal" função do autor deveria ser a mesma. E ainda vivo...)

"As aves tem na boca um dente chamado bico".
(Cruz credo.)

"Respiração anaeróbica é a respiração sem AR, que não deve passar de 3 minutos".
(Senão a anta morre.)

"Os egipícios dezenvoveram a arte das múmias para os mortos poderem viver mais".
(Precisa "dezenvover" o cérebro. Será que egipício é para rimar com estrupício?)

"O nervo ótico transmite idéias luminosas para o cérebro".
(Esse aí não deve ter o tal nervo, ou seu cérebro não seria tão obscuro.)

"O nordeste é pouco aguado pela chuva das inundações frequentes".
(Verdade: de São Paulo até o Nordeste, falta construir aquadutos para levar as inundações.)

"Os Estados Unidos tem mais de 100.000 Km de estradas de Ferro asfaltadas".
(Juro que eu não li isso.)

"As estrelas servem para esclarecer a noite e não existem estrelas de dia porque o calor do Sol queimaria elas".
(Hum... Desconfio que vai ser poeta!)

"Republica do Minicana e Aiti são países da ilha América Central".
(Procura-se urgente um Atlas Geográfico que venha com um Aurélio junto.)

"A ciência progrediu tanto que inventou ciclones como a ovelha Dolly".
(Teve a ovelha Katrina, também. Só que ela era meio violenta...)

"O Papa veio instalar o Vaticano em Vitória mas a Marinha não deixou epara construir a Capitania dos Portos no mesmo lugar".
(Foi quando ele veio no papamóvel, lembra?)

"Hormônios são células sexuais dos homens masculinos".
(Isso. E nos homens femininos, essas células chamam-se frescurormônios.)

"Os primeiros emegrantes no ES construiram suas casas de talba".
(Enquanto praticavam “Tiro ao Álvaro”.)

"Onde nasce o Sol é o nacente, onde desce é o decente".
(Indecente: o Sol não nasceu pra todos.)

Agora reparem no perigo: Toda essa gente vota!


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Sou Pássaro de Fogo (crônica)



Abílio Pacheco - www abiliopacheco com br

O título poderia ser "impossível não se apaixonar por Paula Fernandes". O leitor já deve ter percebido que sou meio avesso a títulos longos. Talvez já tenha percebido que procuro e prefiro os curtos e inusitados. Mas eu não sou pássaro de fogo. O título - o leitor que ouve rádio, assiste TV e aquele que gosta de música sertaneja já deve ter percebido - o título é um verso de uma das canções interpretadas por Paula Fernandes.
A cantora foi vista por mim pela primeira vez - e acredito que pela primeira vez por muitos - no show de fim de ano de Roberto Carlos (em 2010) (foto) e nos incessantes e saturantes noticiários televisivos. Falar dos dotes físicos da moça seria repetir o que o leitor já ouviu. Seria também trazer para esta página o apelo da sensualidade já tão banalizado por aí. Seria, então, fugir do propósito dessas crônicas: oferecer ao leitor algo só encontrado aqui.
Meu segundo contato com a apaixonante Paula, muito embora eu a tenha escutado antes sem dar muita trela, foi depois que publiquei "sertanojo" - crônica que provocou reações afetivas e exageradas favoráveis e contrárias além de muitos comentários bem equilibrados. Meus bons leitores entenderam que eu gosto do sertanejo de raiz, tenho aversão ao tal romântico sertanejo e considero esses meninos universitários bons, só não são sertanejos. E foram exatamente os leitores que sugeriram alguns nomes para eu ouvir com atenção. Dentre esses, a Paula (agradeço especialmente a leitura Letícia de Sumaré-SP por esta sugestão preciosa).
Que Paula canta e encanta é frase gasta e pouco original, mas é verdade. Ela se agarra a um violão enorme, que deve ter uma largura maior que os seus quadris (foto) (foto), e dedilha como se não estivesse fazendo nada demais; as mãos parecem imóveis. Atrás do microfone, os lábios ficam escondidos e soltando aquele vozeirão meio grave – quase uma neo-roberta Miranda (foto). Enquanto canta os olhos parecem namorar com um público apaixonado que raramente é o que está atrás das câmeras (Paula pouco olha para a câmera). Durante os arranjos, quem a assiste tem um dos mais intrigantes presentes: Paula se afasta do microfone, o mesmo olhar de namorico, porém mais acesso direcionado à platéia, e abre um sorriso de menina peralta inocente que acabou de fazer uma traquinagem (foto). O contraste desse seu sorriso (um dos maiores da TV brasileira e que faz lembrar o sorriso de Julia Roberts) com sua seriedade enquanto canta parece dizer: É minha mesma esta voz? Sou eu mesma quem está cantando?
A meiguice modesta desse olhar "dollyente" já bastaria para ser impossível não se apaixonar por Paula Fernandes, cujo brilho musical aparece com um poderio arrasador (pouco explorado por mídia, gravadora e ou por ela mesma) em suas composições autorais, as quais apresentam um valor supra-sertanejo.
Esse olhar, entretanto, é apenas um toque discreto de arremate no muito mais que é esse canoro pássaro de fogo... Eu tenho certeza que o leitor me entende.

Belém/Campinas, 10 de maio de 2013.

Abílio Pacheco, Professor universitário, escritor de prosa e verso, revisor de textos e organizador de antologias. Mestre em Letras (UFPA) e doutorando em Literatura (THL-UNICAMP). Autor do romance “Em Despropósito (mixórdia)”, do livro de poemas “Canto Peregrino a Jerusalém celeste”, mais dois livros de poemas, participante e organizador de várias antologias literárias. É membro correspondente da Academia de Letras do Sul e Sudeste Paraense (com sede em Marabá), Cônsul dos Poetas Del Mundo para o Estado do Pará, Embaixador da Paz pelo Cercle Universal des Ambassadeurs de la Pax (Genebra-Suiça) e faz parte da AVSPE.

domingo, 19 de maio de 2013

Escrever é Eternizar Palavras (e esboçar a realidade)




O primeiro ato de manifestação da nossa individualidade é sem duvida a fala. E nossas primeiras falas têm como objetivo maior exercitar esta individualidade e estabelecer os primeiros laços como seres sociais.
As primeiras expressões de um bebê, (gugu, dadá), não tem significado em nenhum dicionário, mas é compreendido como a forma que ele tem de exercitar e tornar eficaz seu complexo sistema fono-auditivo.
Neste momento também, os pais orgulhosos, manifestam em reações emocionais, seu apreço pelo ser que chegou e busca seu espaço social. Dão-lhe a primeira acolhida fora do útero materno.
Há quem acredite que o mundo que conhecemos e vivemos surgiu a partir de um “Faça-se”, como uma ordem primordial e definitiva, de alguma entidade ou energia de nível superior e desconhecida. A idéia da criação como conseqüência de um acidente atmosférico é de mais difícil aceitação.
Do ponto de vista da criança que nasce o primeiro suspiro e as primeiras expressões emitidas torna extinta a entidade dependente e coligada, e dá vida ao individuo, claro que com suas conhecidas limitações.
O “Faça-se” a partir de uma energia qualificada tem poder de criação, mas para nós, criaturas, estas falas, lançadas ao vento, promovem um efeito instantâneo e imediato, podendo depois se perder se não forem preservadas de alguma forma.
É ai que entra a escrita. Diz-se que Deus escreve certo por linhas tortas, atribuindo a ele a condição de autor, o grande autor da criação, sem nos atermos aos méritos, no que se refere a doutrinas dogmáticas ou de agremiações religiosas.
Também nós quando escrevemos, forjando em espaço físico elementos gráficos representativos de nossas falas, damos vida eterna às palavras.
E as palavras escritas, a exemplo do “Faça-se” divino é um esboço ou uma ordem de uma realidade futura. Esboça-se em palavras todo o universo criado pelo autor, em um mundo paralelo que ganha vida, expandido de uma realidade conhecida para outra até então estranha e indevassável.
Vamos então, corajosamente, onde nenhum homem jamais esteve, quando a ficção projeta possibilidades alem do piso de realidade, que como um chão firme de convicções e crenças, enreda-nos em cidadelas, aparentemente inexpugnáveis.
E esta realidade se desfaz em nuvens, expandindo nossos universos, ampliando nossas consciências. Nestas horas somos como que deuses. Pela escrita nos tornamos deuses dos mundos que criamos, (ou talvez, demônios?)
Podemos ser deuses ou demônios, depende dos valores que carregamos no ato. Pensamentos, palavras, escritas: nesta ordem nossas intenções saem do plano imaginário e invadem o mundo da realidade, alterando sua estrutura, gerando soluções ou tragédias.
Com co-participe da criação a responsabilidade um autor se torna evidente, já que suas palavras escritas transportam e preservam valores, que podem dar vida a mundos prósperos ou a infernos devastados.
Persiste a crença de que a escrita seja dom, ou uma qualidade que o autor recebe para exercer sua missão de vida. Prefiro crer que a escrita seja mais uma de muitas tendências, que como sementes depositadas no útero da consciência podem germinar ou não. Depende muito daquilo que o livre arbítrio nos faculta como escolhas fundamentais. Resumindo todos nós nascemos potencialmente com este e outros dons.  Se vamos desenvolvê-lo, isto já é outra historia.

                                                                      João Drummond