sábado, 17 de janeiro de 2015

Brasil e Indonésia – Os Extremos da Lei

A execução do brasileiro Marcos Archer levada a termo na Indonésia na tarde deste sábado (17/01/2015), às 15,00 horas de Brasília, oferece material para muitos debates e reflexões sobre as nossas leis criminais em contraponto à de outros países.
Marcos foi preso ao tentar entrar naquele país em 2003 com treze quilos de cocaína escondida dentro dos tubos de uma asa delta.
Sou pessoal e convictamente contra a pena de morte. Ao longo da história ela tem sido aplicada, na maioria dos casos, de forma indevida e injusta, principalmente em casos de motivação politica e religiosa.
Neste caso especifico o que podemos matutar com nossos botões e dividir com quem mais possa interessar?
Primeiro, que a Indonésia é um estado soberano com seu povo, governo, parlamento e suas leis.
Segundo, que pelas leis em vigor naquele país, a pena de morte é admissível em resposta a alguns tipos de crimes, dentre eles o trafico internacional de drogas.
É uma lei muita dura, arcaica, desumana? Pode ser, mas é a lei que é aplicável aos seus concidadãos, e a quem mais incorrer nestes crimes em seu território.
Segundo o melhor direito internacional não se pode privar ninguém, por mais hediondo que seja seu crime, do direto a um julgamento justo e a uma pena que considere uma segunda chance.
Se lá a lei é draconiana, em contraponto, no Brasil ela caminha em sentido contrario. Nossas leis são muito condescendente, fato que nos conferiu o titulo nada honroso de paraíso de imunidade.
Nem tanto ao céu nem tanto ao inferno, a boa medida estaria, pela lei do bom senso, na média.
Uma pessoa que adentra um território que não é sua pátria, com treze quilos de cocaína, só pode ser considerada traficante internacional em qualquer lugar do mundo. Não há desculpas.
O traficante de drogas é um carrasco que conduz à execução sumária usuários de drogas, que ele abastece e lhe dá lucro, e de quebra leva também suas famílias à desgraça. Que estas figuras avaliem bem aonde vão se meter com seu comércio.
Devido à repercussão do caso presente, provavelmente muitas pessoas que planejavam tentar uma fezinha com as drogas na Indonésia deve estar refazendo seus planos. De repente o Brasil é um melhor destino.
Por isto tudo considero este pedido da presidente Dilma ao presidente da Indonésia, Joko Widodo, em favor de Marcos Archer algo patético.
Foi um desgaste inútil e desnecessário, principalmente quando o fato ganhou repercussão internacional.
O réu foi preso em 2003, portanto há doze anos e todos os canais diplomáticos e todos os caminhos da justiça internacional puderam ser percorridos.
Porque cargas d’aguas alguém poderia imaginar, que próximo à execução, um presidente de um país iria ceder ao pedido de outro chefe de estado, em favor de um traficante internacional, contrariando as leis e a justiça de seu próprio país.
Lá, ao contrario daqui a lei da dá em Chico dá em Francisco. Por outro lado, por que deixar um condenado hospedado ás custa do contribuinte Indonésio por longos anos, em caso de pena alternativa.
Acho que o pedido do governo Brasileiro foi uma jogada para a galera, e o não do presidente Indonésio soou muito mal. Foi humilhante.
O Brasil poderia ter se valido de acordos internacionais como um pedido de extradição, (nem sei se existe este acordo com a Indonésia).
Com certeza, em julgamento aqui, o destino de Marcos seria menos trágico e definitivo.
Este imbróglio oferece uma boa oportunidade para que a sociedade brasileira cobre de seus representantes políticos, leis menos condescendentes, e que sejam aplicáveis na pratica, como o remédio necessário contra o avanço da criminalidade.
Estes debates com certeza vão considerar em sua pauta a pena capital, que é uma medida dura e extrema, mas que a cada dia ganha mais adeptos no Brasil.



                                                           João Drummond




quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

domingo, 14 de dezembro de 2014

Trovas de Natal





Eu pensei que o bom velhinho
Ia me deixar um presente
Mas ele entrou e saiu de fininho
E roubou minha escova de dente
É natal, é natal.
Todo mundo está contente
Fui cantar no quintal
Cai e quebrei um dente.
Ouvi um ruído no telhado
Pensei que era o bom velhinho
Um gatuno desalmado
Afanou meu sapatinho.
Pedi ao bom velhinho
Um terreno fecundo
Ele me disse baixinho:
― Vai trabalhar vagabundo.
Pedi ao bom velhinho
Um ranchinho assossegado
Ele me disse: ― Mocinho!
Deixa de ser folgado.
Eu pensei que todo mundo
Fosse filho de Papai Noel.
Disse mamãe em tom profundo:
― Que nada! Seu pai é o Manuel


terça-feira, 15 de julho de 2014

O Novo Hino do Brasil Após a Copa

                                              Para atender aos anunciantes e patrocinadores


domingo, 1 de junho de 2014

Porque eu acredito no sucesso da Copa 2014



O Brasil se candidatou e conquistou o direito de sediar a Copa do Mundo 2014. Como atrás de cada direito vem as obrigações ficou também com a obrigação de fazer uma copa do mundo bem sucedida.
As opiniões sobre a capacidade do Brasil de organizar e promover a copa variam do fracasso absoluto ao sucesso total.
Não creio que o sucesso da copa no Brasil vá acontecer natural e espontaneamente em função da nossa capacidade de organização e promoção de eventos.
Vai acontecer porque os interesses poderosos que tramitam em torno dela vão fazer acontecer, até na marra se for preciso.
O Brasil é um país relativamente novo com seus vícios e qualidades, perspectivas e contradições.  É o Brasil que temos e não o que poderíamos ter.
 O país dos nossos sonhos só pode acontecer num futuro desconhecido à medida que as novas gerações forem depurando sua consciência política e seu conceito de cidadania até mesmo para saber usar bem a força do voto.
Este é o Brasil que nós conhecemos, que o mundo conhece, que a FIFA conhece, que a mídia e os grandes patrocinadores conhecem.
Quem achou que o país mudaria da água para o vinho apenas por sediar a copa pecou pelo excesso de ingenuidade ou falta de informação.
Com o mundo com os olhos voltados para nós é evidente que todas as demandas reprimidas, todos os anseios do povo, todas as frustrações contidas, todos os gritos que as classes dirigentes desconheceram e desconsideram, encontrariam espaços para eclodir e com justa razão.
 Quem tem os olhos atentos ao que acontece aqui não só os ingleses, mas os franceses, os italianos, os espanhóis, os chineses, os americanos e russos. Toda a comunidade internacional está de olho no que a acontece aqui e pronta para repreender o Brasil se este se comportar mal diante das câmaras.
Dizem os dirigentes (governantes e políticos), que em geral não há verbas para a saúde, para a educação, para a habitação, para a segurança, para aumento digno de salários, mas sobra para a corrupção, para o lucro dos banqueiros, para os vergonhosos estelionatos promovidos na relação promiscua entre empresários, empreiteiros e políticos.
De repente, não mais que de repente aparecem toneladas de dinheiro para construir e reformar estádios e aeroportos, para toda a infra-estrutura exigida pela FIFA etc.
Os interesses que movem a copa vão fazê-la dar certo por que é seu capital que entra em campo primeiro, muitos antes dos jogadores e da decantada confraternização entre os povos.
A FIFA, os governos federal, estaduais, municipais, os patrocinadores e boa parte da mídia, cada qual vai fazer o diabo para que esta copa seja um sucesso.
A Copa é um grande teatro, o maior do planeta. Os cenários estão montados e no momento certo teremos cada espetáculo chegando aos lares de bilhões de pessoas no planeta em sinais analógicos ou digitais.
Forças do exercito, da policia federal e da policia militar, alem dos seguranças particulares tornaram os estádios, os aeroportos, os hotéis e os trajetos entre eles de uma segurança de primeiro mundo.
As lentes das câmeras estarão voltadas em grande parte para o maior espetáculo da terra fazendo que mundo veja o que é do seu interesse.
Lógico que as manifestações públicas, a violência, os assaltos, tudo vai continuar como sempre, mas agora toda a canalha política, todos os governos, a FIFA, a mídia e se os patrocinadores estarão unidos num só grito e num só coração. Avante Brasil!!! E tome policia que quem não fizer coro.
Este é o Brasil velho de guerra de sempre que deve ser discutido á exaustão após a copa e antes das próximas eleições.

                           

                                                                      João Drummond