domingo, 14 de dezembro de 2014

Trovas de Natal





Eu pensei que o bom velhinho
Ia me deixar um presente
Mas ele entrou e saiu de fininho
E roubou minha escova de dente
É natal, é natal.
Todo mundo está contente
Fui cantar no quintal
Cai e quebrei um dente.
Ouvi um ruído no telhado
Pensei que era o bom velhinho
Um gatuno desalmado
Afanou meu sapatinho.
Pedi ao bom velhinho
Um terreno fecundo
Ele me disse baixinho:
― Vai trabalhar vagabundo.
Pedi ao bom velhinho
Um ranchinho assossegado
Ele me disse: ― Mocinho!
Deixa de ser folgado.
Eu pensei que todo mundo
Fosse filho de Papai Noel.
Disse mamãe em tom profundo:
― Que nada! Seu pai é o Manuel


terça-feira, 15 de julho de 2014

O Novo Hino do Brasil Após a Copa

                                              Para atender aos anunciantes e patrocinadores


domingo, 1 de junho de 2014

Porque eu acredito no sucesso da Copa 2014



O Brasil se candidatou e conquistou o direito de sediar a Copa do Mundo 2014. Como atrás de cada direito vem as obrigações ficou também com a obrigação de fazer uma copa do mundo bem sucedida.
As opiniões sobre a capacidade do Brasil de organizar e promover a copa variam do fracasso absoluto ao sucesso total.
Não creio que o sucesso da copa no Brasil vá acontecer natural e espontaneamente em função da nossa capacidade de organização e promoção de eventos.
Vai acontecer porque os interesses poderosos que tramitam em torno dela vão fazer acontecer, até na marra se for preciso.
O Brasil é um país relativamente novo com seus vícios e qualidades, perspectivas e contradições.  É o Brasil que temos e não o que poderíamos ter.
 O país dos nossos sonhos só pode acontecer num futuro desconhecido à medida que as novas gerações forem depurando sua consciência política e seu conceito de cidadania até mesmo para saber usar bem a força do voto.
Este é o Brasil que nós conhecemos, que o mundo conhece, que a FIFA conhece, que a mídia e os grandes patrocinadores conhecem.
Quem achou que o país mudaria da água para o vinho apenas por sediar a copa pecou pelo excesso de ingenuidade ou falta de informação.
Com o mundo com os olhos voltados para nós é evidente que todas as demandas reprimidas, todos os anseios do povo, todas as frustrações contidas, todos os gritos que as classes dirigentes desconheceram e desconsideram, encontrariam espaços para eclodir e com justa razão.
 Quem tem os olhos atentos ao que acontece aqui não só os ingleses, mas os franceses, os italianos, os espanhóis, os chineses, os americanos e russos. Toda a comunidade internacional está de olho no que a acontece aqui e pronta para repreender o Brasil se este se comportar mal diante das câmaras.
Dizem os dirigentes (governantes e políticos), que em geral não há verbas para a saúde, para a educação, para a habitação, para a segurança, para aumento digno de salários, mas sobra para a corrupção, para o lucro dos banqueiros, para os vergonhosos estelionatos promovidos na relação promiscua entre empresários, empreiteiros e políticos.
De repente, não mais que de repente aparecem toneladas de dinheiro para construir e reformar estádios e aeroportos, para toda a infra-estrutura exigida pela FIFA etc.
Os interesses que movem a copa vão fazê-la dar certo por que é seu capital que entra em campo primeiro, muitos antes dos jogadores e da decantada confraternização entre os povos.
A FIFA, os governos federal, estaduais, municipais, os patrocinadores e boa parte da mídia, cada qual vai fazer o diabo para que esta copa seja um sucesso.
A Copa é um grande teatro, o maior do planeta. Os cenários estão montados e no momento certo teremos cada espetáculo chegando aos lares de bilhões de pessoas no planeta em sinais analógicos ou digitais.
Forças do exercito, da policia federal e da policia militar, alem dos seguranças particulares tornaram os estádios, os aeroportos, os hotéis e os trajetos entre eles de uma segurança de primeiro mundo.
As lentes das câmeras estarão voltadas em grande parte para o maior espetáculo da terra fazendo que mundo veja o que é do seu interesse.
Lógico que as manifestações públicas, a violência, os assaltos, tudo vai continuar como sempre, mas agora toda a canalha política, todos os governos, a FIFA, a mídia e se os patrocinadores estarão unidos num só grito e num só coração. Avante Brasil!!! E tome policia que quem não fizer coro.
Este é o Brasil velho de guerra de sempre que deve ser discutido á exaustão após a copa e antes das próximas eleições.

                           

                                                                      João Drummond







terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Sábios e Ignorantes


Um presidente de academia de letras, (não vou nomear) fazia belos discursos e produzia textos de qualidade inquestionável.
Restritamente, se classificava como purista, exaltava a sabedoria e execrava os ignorantes (na sua opinião), até sua mais remota descendência.
Durante uma reunião da referida academia, no meio de um de seus belos discursos não conseguiu, no meio de uma das sua frases, dissimular este preconceito intelectual.
Um dos membros do baixo clero da academia soltou uma frase em voz baixa que só pode ser ouvida pelos companheiros mais próximos.
 " A impaciência com a ignorância é o cúmulo da ignorância". 

                                                           
                                                                  João Drummond



quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

1808 – Um livro Polemico



O livro “1808” de Laurentino Gomes traz uma temática, em principio pouco interessante ao leigo, por tratar da historia do Brasil colônia e sua relação com Portugal na época de sua colonização.
Familiarizamo-nos com estes temas desde os tempos de criança, quando a historia oficial, com sua linguagem formal e acadêmica, aplicava sobre os fatos e eventos seu vôo panorâmico, nos relatando uma realidade distante e completamente dissociada no momento atual.
A grande novidade do livro é sua linguagem jornalística clara e acessível, que torna o enredo interessante e de fácil leitura e compreensão. Laurentino Gomes, vai muito alem da visão geral da historia, mergulhando em seus meandros e trazendo detalhes que podem (como o são realmente), serem questionados, pelas dificuldades de sua comprovação.
A riqueza de detalhes e a preocupação do autor com dados estatísticos formam um quadro bastante sensato e crível, que liga o nosso passado como nação, ao presente, nos levando a uma compreensão razoável do momento em que vivemos.
Pode não agradar aos pesquisadores da historia e acadêmicos, mas atinge em cheio ao gosto e interesse do grande público, traduzido na sua alta aceitação e vendagem.
As criticas de que o livro tem interesse midiático e foi alavancado nas vendas pelas técnicas de marketing, em minha opinião, não procedem. O livro vende porque agrada ao público e nenhum especialista em historia pode contestar isto, e impor suas verdades acadêmicas, numa tentativa ridícula de tutela intelectual da opinião publica.
Outra critica que emerge dos porões da ditadura intelectual é de que o autor teria inventado muitos dos fatos relatados na obra, por não haver registro deles em nenhum outro livro sério de historia do Brasil.
Ora pois que a história não é constituída de fatos concretos, absolutos, imutáveis, estando ela na categoria de ciências humanas e não da ciência exatas. A Historia só pode percebida e relatada sobre o prisma do observador, quando os fatos e eventos interagem com seu universo de conhecimentos e valores e é analisada sobre o crivo de sua consciência.
Tanto isto verdade que a historia é constantemente revista, sob novos ângulos e parâmetros, quando pensadores e cientistas políticos mais ousados, e menos tradicionalistas lançam sobre ela novas alternativas que melhor explicam o quebra cabeça do passado.
A Historia ganha então novas dimensões e o papel de seus protagonistas se altera no contexto geral, trazendo para o presente uma linha mais lógica e factível no universo de nossa compreensão.
Entendemos melhor porque o Brasil, nossa sociedade e nossa política são o que são nos dias atuais.
Os personagens que foram registrados pela Historia oficial como figuras sobre-humanas, estereotipadas, recuperam sua condição de simples mortais em eventos muitas vezes banais, no entanto, superdimensionados pelos anais da historia oficial.
De outro lado, fatos que passaram despercebidos e ao qual se deu pouca importância, explicam de maneira clara o modelo atual da nossa sociedade e suas instituições.
De forma nenhuma se pode atribuir ao autor a critica de que sua obra trata Portugal e o Brasil colônia de forma degradante e difamatória, ao trazer para o nível da realidade humana fatos e personagens que foram retratados oficialmente de forma caricata e estereotipada.
Estas são impressões de um leitor, que lançando sobre a obra sua visão relativa não carrega sobre ela nenhum interesse de cunho pessoal ou financeiro se reservando, como é de direito de qualquer cidadão expor, sem tendência, sua mais sincera opinião.
Acho que é um livro que compensa ser lido, não apenas como peça histórica, mas como obra política e social, que nos torna mais aptos a intervir como cidadãos em nossa realidade presente.

                                                                       João Drummond



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

E se o Cruzeiro perdesse para o Criciúma?

Toda esta celeuma a respeito do jogo Cruzeiro e Criciúma, principalmente por parte da crônica desportiva do Rio e São Paulo, merece algumas considerações mais ponderadas de um carioca radicado em Minas. Se o juiz Wilson Pereira Sampaio cometeu seus erros, deve ser chamado às falas pela comissão de arbitragem, exatamente como ocorre em outras situações parecidas. O Juiz como qualquer ser humano está sujeito a erros, devido a fatores como: pressão das torcidas, visão restrita do lance e frações de segundos para tomar uma decisão. Ele não tem como nós, o público e a crônica desportiva o beneplácito do replay e da câmara lenta. Daí a afirmar que o Criciúma venceria o jogo não fosse estes erros é fazer exercício de futurologia. Pode ser que ganhasse, pode ser que empatasse ou mesmo que perdesse. Tudo dependeria do correr do jogo e das modificações táticas e técnicas promovidas pelos técnicos. A se considerar o histórico e desempenho dos dois times no campeonato é muito mais provável que o Cruzeiro, apagão a parte, ganhasse, como de fato ganhou a partida. Se o juiz errou nada tem o Cruzeiro como isto, só resta ao Criciúma chorar suas pitangas, exatamente como ocorreu em outras oportunidades, quando os erros foram contra o Cruzeiro. A cruzada da crônica desportiva do eixo neste caso em especial, nada tem a ver com solidariedade ao Criciúma, mas deixa uma clara intenção de desmerecer e desqualificar uma mais que provável conquista do titulo de 2013 pelo Cruzeiro. O Cruzeiro está nesta situação confortável em função de uma campanha que supera de qualquer forma de dos outros clubes. Por outro lado, diante do fracasso dos times do Rio e São Paulo nesta edição do Brasileirão, só restou á crônica do eixo este papel de cavar fundo para justificar este fracasso diminuindo os méritos dos outros e atribuindo a erros de arbitragem esta conquista iminente. Seria interessante se, se fizesse uma pesquisa ao longo dos anos e uma reportagem sobre os erros de arbitragem e de como elas influenciaram os resultados de jogos e de campeonatos. Dali se veria que os mais beneficiados foram exatamente os times do eixo Rio/São Paulo, que agora sua crônica desportiva tenta esconder, diante do seu fracasso, com analises irracionais e apaixonadas, em fragrante agressão ao exercício jornalístico sério. A verdade é que o sucesso do futebol mineiro na Libertadores e no campeonato nacional incomoda bastante os interesses financeiros do futebol paulista e carioca que afinal é quem paga o salário dos locutores, cronista e comentaristas. Mas não adianta, este ano vão ter que nos engolir João Drummond

domingo, 21 de julho de 2013

Nossa Medicina Não Cura... Só Remedia e Lucra

Segundo a lenda urbana, um velho médico manteve um paciente por anos a fio, prisioneiro de uma doença simples, conquanto dolorosa. Apenas aliviava a dor, sem se empenhar pela cura.
Quando seu filho, (ainda ingênuo) formado em medicina na melhor universidade do País, assumiu o consultório do pai que já cumpria horário reduzido, se deparou com o tal cliente, e com apenas uma consulta, conseguiu proporciona-lhe a cura. Ao indagar ao pai sobre como ele manteve um paciente por tantos anos preso a uma doença vagabunda, ouviu do pai a advertência:
― Respeite mais aquela doença, meu filho, foi ela que financiou seus estudos.
Na Grécia antiga e na Idade Media muitos homens, sábios, ousados, à frente do seu tempo foram condenados a penas de maior ou menor gravidade, porque professaram idéias que iam contra a ciência e a medicina tradicional.
Passado tanto tempo o pensamento autoritário e retrógado encontra guarida nos CRMs e nos CORENs, que sob os tacões da Indústria Farmacêutica promovem, em pleno século XXI tribunais de exceção, e abrem dos sarcófagos medievais, métodos e filosofias da Santa Inquisição, em julgamentos desumanos e implacáveis contra aqueles que ameaçam suas verdades absolutas e seus lucros.
Assim é que o renomado médico Dr. Luiz Moura, defensor da técnica da Auto Hemoterapia se tornou num destes mártires modernos queimado em praça publica, pelos Conselhos de medicina, sob o argumento singelo e nada cientifico de que Auto Hemoterapia não faz nenhum sentido. A técnica foi também proibida por conselhos de farmacêuticos com os mesmos argumentos, sem que nenhum caso de insucesso fosse apresentado.
A Auto Hemoterapia apresenta por outro lado, desde a primeira guerra mundial, milhares de casos bem sucedidos de sua aplicação, e pareceres de médicos sem preconceitos que avalizam sua pratica.
O único risco que Auto Hemoterapia apresenta é contra o lucro dos médicos e da Indústria Farmacêutica.
A própria reportagem da rede Globo que aqueceu esta celeuma, veio recheada de casos bem sucedidos de aplicação da técnica a partir da medicina desportiva e afrontando a inteligência do espectador, num festival de preconceitos, termina a mesma em estranha e suspeita condenação a técnica, que poderia ser a solução da saúde pública de qualquer país que a adotasse.
A medicina tradicional fragmentou o Homem. Dividiu-o em peças e compartimentos em sua varias especializações, de tal forma que não mais reconhece o ser humano integral. E do alto de sua arrogância e de seus pífios resultados, aponta seu dedo inquisitório para as terapias alternativas, que muitas vezes vêm salvar o paciente que ela desenganou.
Ela se crê detentora dos poderes sobre a vida e a morte, e se uma técnica alternativa lhe prova o contrario trata logo de colocá-la proscrita, para que sua autoridade prevaleça e seus lucros não sejam afetados.
Enfim são interesses econômicos e financeiros prevalecendo sobre as demandas autenticas e urgentes da humanidade, diante da Nova Ordem Mundial.
Vivemos uma guerra silenciosa do poder econômico contra uma humanidade que sofre em novos campos de concentração e de extermínio, quando lhe é negada os mais básicos e sagrados direitos de saúde e de vida.

                                        

                                                                   João Drummond



segunda-feira, 15 de julho de 2013

EXPERIÊNCIA ELEMENTAR DE CONEXÃO COM O DIVINO

Uma noite as pessoas viram Rabia procurando algo na rua, em frente de sua cabana e lhe perguntaram: O que você está buscando?”E ela disse: "Eu perdi a minha agulha".
Assim, eles também começaram a procurar.
Então alguém perguntou: - Rabia, você não nos contar exatamente onde ela caiu?
Rabia disse: - A agulha caiu dentro da minha casa".
Eles disseram: - Você enlouqueceu? Se a agulha caiu dentro da sua casa, por que você a está procurando aqui?"E ela disse: "Porque dentro da casa não há luz nenhuma".
Extraído do livro "Sufis - O Povo do Caminho" de Osho
Costumo às vezes, ouvir que a evolução da consciência não dá saltos. Acredito!Mas chega um tempo, um tempo de inquietação, que faz do peito brotar, um sentimento de estranhamento. Nosso olhar que antes via o desenrolar cotidiano e previsível das coisas e das relações, de repente para, vê e se dá conta.
Para onde vamos? Qual é a nossa missão nesta vida? O que procuramos e onde?
Chega um tempo em que responder a estas perguntas fundamentais, é uma ordem!
Em contato com o Despertar Espiritual vivenciamos crises, desafios, aberturas e uma possibilidade real de nos alinharmos com a nossa Missão. Integrar esta experiência, no entanto, não é um desafio fácil. Muitas vezes e para muitas pessoas depois de uma experiência de abertura espiritual onde se ouve e se prova a energia divina em si, vive-se a “noite escura da alma” e esta energia aparentemente se perde.
Para quem ouviu e viu, sentir-se de novo cego e desorientado é uma experiência de crise e dificuldades. Na tentativa de reencontrar o caminho da conexão, ansiosos passamos a buscar, como Rábia, a agulha perdida dentro de casa, do lado de fora. Partimos em busca de situações, lugares, pessoas, amigos, almas gêmeas e até mesmo caminhos espirituais que por mais iluminados que sejam, podem não nos corresponder, na tentativa de reativar em nós a Chama Divina que um dia mostrou seu brilho.
Assim é para muitos, assim foi comigo.
Até que um dia, me dei conta de um sentimento que penetrou em minha mente duvidosa e que por mais que duvidasse mostrou-se firme e profundo: Poderia o Grande Mistério, Deus abandonar assim seus filhos que ansiosos O Buscam? Não! Não poderiam! Então sou eu que o busco fora e por mais que tente encontrá-lo, por mais ansiedade e desespero que esta busca me cause, não O encontrava.
Mas se ele está dentro, onde se esconde? E isto sempre foi para mim uma profunda angustia, pois não havia pistas de Deus em mim. E esta era a razão de buscá-lO fora.
Então a segunda indagação me atravessou: Quais são as pistas de uma atuação de Deus em mim? Existirão estas pistas?
Foi então que me deparei com a Experiência Elementar, que me deu um dos maiores insights de minha vida. E para explicá-la, o que não é fácil, valho-me da metáfora de uma planta. Uma planta nasce com um propósito divino de ser planta, tal qual é. Não importa se é uma linda e perfumada rosa, ou se é uma erva daninha. Uma planta é uma planta, e tentará ser o que é, mesmo nas mais desfavoráveis situações. Lutará bravamente para ser o que é e nisto está seu propósito existencial e a expressão do divino em si. Se não houver condições favoráveis de crescimento, crescerá fraca e distorcida, mas a força divina estará lá presente e latente impulsionando-a na direção de si mesmo.
O mesmo ocorre conosco.
No entanto, acostumados a pensar nas nossas distorções, deixamos de perceber o Impulso Divino, e passamos a nos perceber como egos. Apesar de nossas afirmações positivas, de nossa bandeira New Age de que somos Luz, no fundo acreditamos que Deus não está em nossa humanidade, em nosso cotidiano, em nossa expressão e em nossa sombra. Não! Não acreditamos na possibilidade real de Deus bem à nossa frente, bem aqui e agora no nosso mundo comum.
Não está Deus também na expressão primeira da natureza? E qual é a nossa natureza? Qual seria o nosso DNA Divino? Não haverá em nós também uma Força Divina nos impulsionando numa direção, que nós sem saber resistimos e distorcemos?
Se há esta Força direcionadora de nosso movimento existencial, e é o que a Experiência Elementar afirma, então trata-se de reconhecê-la, pois ela é nosso Impulso Divino, a centelha que tanto buscamos, a faísca divina que pode acender nosso interior e iluminar nossa casa por dentro.
No entanto, somos acostumados a olhar para fora, e quando olhamos para dentro, somos também acostumados a perceber, até mesmo pela visão de muitos trabalhos de autoconhecimento, a distorção e não a Força impulsionadora por trás dela.
Fixamo-nos no ego e nas suas distorções e acabamos nos tornando exímios doutores na ciência do ego. Sabemos como atuamos, conhecemos nossas distorções, como fazemos para encontrar a tal agulha fora de casa, como os outros agem fora de casa, quem dá mais volta, quem mais se afasta da casa. Adquirimos profundos e até “sábios ensinamentos” de nosso comportamento fora da casa. Tornamo-nos especialistas em desconexão e nos vangloriamos disto! Acabamos por acreditar que em teoria somos Luz, mas na prática de nosso cotidiano, nada temos de Luz. Somos a expressão do Demiurgo e não de Deus. E então não acreditamos que haja pistas, que haja Luz, manifestando na nossa casa.
E é isto que a Experiência Elementar nos possibilita. Perceber esta luz, mesmo que pequena de nós mesmo, perceber o que de fato somos e o que de fato nos corresponde. Aquilo que de fato nos corresponde é Deus em nós. Um Deus que já existe, não como uma suposta centelha teórica, mas como uma exigência profunda de sermos aquilo que somos, uma força que nos impulsiona numa direção – A realização de nosso EU SOU.
Por trás de nossa distorção egóica, não importa, que tipo de ego se manifeste em nós, há esta força Divina impulsionando nosso movimento na vida. Não é o ego que nos movimenta, ele não tem força para isto, pois um menor não é capaz de mover o todo de nossa vida. O ego é apenas distorção do movimento da vida, não é o movimento. Não somos uma forma egóica em expressão, somos uma Força, uma potencialidade Divina em movimento, que por resistência se distorce em ego.
É diferente a perspectiva. Se acreditamos que somos um Ego, Deus precisa ainda ser alcançado, está longe, ainda não se manifestou. Mas se acreditamos que somos a Força Divina atuando de forma distorcida, nosso olhar se volta para a força, para percebê-la, pois ela tem identidade, manifesta-se concretamente, faz exigências fundamentais. Então esta Força Divina deixa de ser teoria e se torna experiência, experiência elementar que eu reconheço e manifesto como um Si Mesmo.
E então encontro a Luz dentro de minha própria casa.
Ahow!
Denise Cabelos Trançados



domingo, 14 de julho de 2013

Desenhos impressionantes feitos em 3D

Fonte - Yahoo

Por Bruna Schiavo | Para curtir – qui, 11 de jul de 2013

Apesar do artista Ramon Bruin ter licenciatura em outra área, sua habilidade é fazer desenhos em 3D que impressionam. O artista holandês cria suas obras apenas com lápis comum.
Como ele mesmo diz, o foto-realismo é apenas mais uma de suas habilidades para colocar em seu currículo. E bota habilidade nisso! Confira!